Vagando em versos

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Quimeras...


Minha alma imortal,
Cumpre a tua jura
Seja o sol estival
Ou a noite pura.

Pois tu me liberas
Das humanas quimeras,
Dos anseios vãos!
Tu voas então...

2 comentários:

Anônimo disse...

Parte I

Não respondo para ti nas alturas dos sentimentos e nem nas incertezas do pensamento, mas na afinidade dos desejos contidos na loucura, na insanidade de te querer, querer pra valer, sem dó e nem piedade do coração... Saber entre linhas que existe uma remota possibilidade de te ter, já é um querer, já é um prazer. Se existe esperança, essa será a razão incontida no desejo, na realidade irreal e na serenidade da loucura.

O som do mar é o mesmo da amada fatal e animado. Estar apaixonado como o brilho da estrela e da lua, é o mesmo que amar o doce som da maré, da água pura, do coração puro, que palpita feliz com o sorriso dos teus olhos brilhantes, como a luz das estrelas. O teu amor é fatal, esplendor, infinito, oh amor, oh sedento. O fogo é imortal e queima na dor, oh belo som da amada amorosa, doce melodia, arrepiador som imortal do mar o mais lindo som contido no grande universo.

Mesmo na tua terapia monocrática e silenciosa, te expressas com a razão, com o medo do ferimento que possa vir a ter o teu coração. Pedes que a noite não acabe, que o dia tenha inúmeras horas a mais e que a lógica se confunda com a loucura da paixão. O amor sempre estará presente na tua insônia, tristeza, duvida, ansiedade, apreensão, preocupação, inquietude, desconsolo, agonia, aflição e na tua felicidade.
Tem noites em que sentes a minha falta. Não que não sintas falta em outros momentos, mas tem essas noites em que a saudade vem e se aconchega no teu peito. Essas noites em que ela vem pronta pra montar acampamento no teu ser. Da incerteza do presente, da insegurança do amanhã e da eternidade do momento. Apegas-te a uma infinita lembrança que é infindável, mas se esvai com a duvida em voltar. Essas noites, terríveis noites que não tem fim, que escondem a luz do amanhecer e que desafiam o teu coração, transcendendo o entendimento e também o perdão que queres ter por mim e por ti.

Lembro de já ter ficado triste por te deixar triste. Lembro de me sentir mal com isso. Lembro dos momentos em que fomos bobos e felizes. Lembro que sou feliz a maior parte do tempo, pelo simples fato de existires em mim. Lembro que o impossível se torna real quando estamos a sós.
Lembro de descobrir que um sentimento não serve para ser dito, como coisa que fica bem em filme ou texto, ele tem que ser vivido de forma plena. Lembro de não conseguir me permitir sentir tanta felicidade assim. Lembro da tua mão, que sempre acha a minha, mesmo em pensamento, mas com o sentido da Alma em exposição constante. Lembro de cada coisa que descubro: Manias, gestos, pensamentos. Lembro da tua timidez e angústia, que são desatinos pela falta que sente de nós. Lembro da canção brega que ainda não ouvimos e também me lembro do sonho picante que ainda não sonhamos e das coisas que ainda não fizemos.

Anônimo disse...

Parte II

Que vontade tenho de ti, de estar em ti, dentro de ti, acariciando teus desejos, penetrando no teu pensamento e confundindo as tuas vontades. Que vontade de passar em revista os teus sentimentos, repartir tuas neuroses e teus delírios. Que vontade plena de te ter por completo, mesmo que cause uma interferência cósmica, uma desconexão por insanidade ou por querer demais. Que vontade de sentir as tuas vontades!

E eu pergunto: O que nos move a renunciar a tudo por uma obra que nos é imposta de fora, que não corresponde ao que gostaríamos de estar fazendo, mas que fazemos assim mesmo? O que pode ser tão forte a ponto de nos tornar infelizes caso não fizesse aquilo? A resposta é simples: Somos movidos pelo Amor.
Estás bela e mortal, com o sorriso da Alma e o encanto do olhar, numa fotografia que me enviaste, matizada com as cores da Aura, de esplendor da Vida e da tristeza alegre. Pérolas negras em teus olhos, profunda em tuas mãos. Estás muito animada com um sorriso de imortalidade, luz suave, de amor e ternura. O ar limpo, a água, solo forte, bonito, livre, luz, amor livre, coração, olhos de esperança e as ondulações das nuvens no céu e sonho de amor ardente. Sim é fato e estão presentes, mesmo que invisíveis, mas numa constante em teu eterno querer que dissipa a razão.

É simplesmente fácil demais imaginar contigo aquelas coisas tão clichês de filmes e livros que quase nunca fazem sentido. É fácil demais traçar planos e sonhos querendo incluir-te em cada detalhe. E nem é programado. Nem é algo pensado assim. É só que quando eu me der por mim, já te encaixei lá, na esperança que queira continuar dividindo teu sorriso comigo.

É tão fácil gostar de ti. É tão fácil se apaixonar pelo teu sorriso e se perder no teu olhar. Tão fácil se encantar com o jeito que tu pões o cabelo atrás da orelha e olha para baixo sempre que algo te deixa encabulada. É tão fácil gostar da tua presença e rir das tuas piadas sem graça. É simplesmente fácil demais se apaixonar por ti. As loucuras que dizes fazer por mim estarão sempre escondidas em meus sentimentos. O desejo que afirma ter, as dores do mundo que refletem na tua dor quando te ausentas de mim, me faz sonhar o sonho impossível que existe nas profundezas do querer e na insanidade do desejar... Sim desejar-te por todo sempre, nem que as luzes se apaguem e nem que as cores fiquem opacas, sem brilho e quase invisíveis.
É tão fácil gostar de ti. Das tuas ranhetices, do teu descontentamento e das tuas incertezas. Da irresolução em relação à cor bege, também em definição a não saber às vezes o que fazer para agradar. Pensas que a vida é uma eterna sessão psicológica, uma eterna sucessão de erros e acertos, de infinitas DRs, de inúmeras falhas, quedas de energia, ruas não pavimentadas e pontes em ruína. Pensas que o semblante do pensamento se expõe em conclusões abstratas. Pensas que são prolixas as palavras, inconclusivas e deveras subjetivas. Mas mesmo assim é fácil, muito fácil gostar de ti, sabes por quê? - Existe algo que só pertence a ti... Teus sentimentos, tuas vontades tímidas, tuas loucuras secretas, teus gostos duvidosos e tuas desconfianças. É tão fácil se perder querendo entrar nesse mundo que construíste e chama de teu. Nessa crisálida que contentas em apreciar com lembranças e com desejos impossíveis. Nessa tua visão tão única de ver tudo ao teu redor de uma forma linda, cheia de amor. Nessa coisa que só tu tens de tornar tudo bom. E quando usas a expressão “Danou-se” é peculiar ao desconhecido que acabas de conhecer, do insensato que acabas de presenciar e do comedido que acabas de entender e apreciar. E também digo que é tão fácil gostar de ti, por um motivo maior: Tua eterna e infinita vontade de ser feliz.

Um sininho toca a cada pouco, avisando em som suave e profundo, infinitamente profundo, que desperta a entranha da sensação de que não acabará, enquanto infinito for e quanto tiver vontade de existir...!